É bem mais complicado do que parece e, sinceramente, não tenho nem idéia do tamanho do post que isto vai gerar. Mas já posso adiantar que o assunto será dividido em duas ou três partes. Não prometo listar todas as diferenças, pois são muitas. A proposta deste artigo é fazer com que se entenda o conceito de cada software, a relação com o usuário e o que podemos esperar de cada um.
Mito 1: “Score Editor é um “Sibelius reduzido” ou “Sibelius com algumas limitações”.
É um equívoco pensar desta maneira. Pouca gente sabe, mas o Sibelius tem várias versões e uma delas se chama “Sibelius First”. Esta sim, podemos dizer que é um Sibelius com algumas limitações. Aqui, você pode ver uma tabela bem detalhada das diferenças entre o Sibelius completo e o Sibelius First.


Mito 2: “Score Editor é um “mini-Sibelius”.
Então, o que dizer do Score Editor do Pro Tools?
A bem da verdade, não há muito o que dizer. O Pro Tools é um programa de gravação/mixagem/masterização. Entre seus recursos de MIDI, além dos velhos conhecidos Midi Editor (Piano Roll) e Midi Event List, temos agora o Score Editor que é apenas mais uma opção de visualizar e editar MIDI.-
O Pro Tools e Sibelius são produtos da mesma empresa. Os jornalistas mais afoitos já pressupõem que temos “algum tipo de Sibelius embutido no Pro Tools” e escrevem seus artigos sem nunca ter estudado os programas.
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O Score Editor tem sido desenvolvido em cima da arquitetura do Sibelius. Sua maneira de visualizar, editar, copiar, imprimir e escrever música é similar. Inclusive é o que facilita o envio de partituras do Pro Tools diretamente para o Sibelius sem nenhuma perda de configuração.
Traçando uma simples analogia: Digamos que um carro é desenvolvido utilizando muitas tecnologias que a NASA usa em sua nave espacial… Seria correto afirmar que o tal carro, é uma “versão reduzida” da nave espacial da NASA? Eu acredito que não.
